OS
ORFÃOS DO CRÉDITO - 12 de novembro de 2008
Roberto Luis Troster (sócio da Integral Trust)
Há uma crise de crédito
em gestação que pode transformar a atual desaceleração
da economia brasileira numa recessão demorada. A dinâmica
do setor financeiro já estava se desgastando desde os primeiros
meses deste ano e agravou-se com a mudança do cenário
internacional. Nas últimas semanas, alguns sintomas da crescente
deterioração são cada vez mais evidentes: férias
coletivas, fechamento de lojas de consignado, postergação
de investimentos, queda brusca nas vendas, adiamento de empreendimentos,
boatos sobre a saúde de bancos etc. Se deixada por si só,
continuará a piorar. É imperativo reverter essa situação
rapidamente. Continue
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QUEM
GANHA COM A FUSÃO ITAÚ-UNIBANCO - 10 de novembro
de 2008
Por Manuel A. P. Miranda
A posição do
Unibanco como contraparte de algumas empresas exportadoras brasileiras
em contratos derivativos cambiais e a falência da seguradora
Americana AIG, deflagraram uma onda de rumores sobre a (falta) de
saúde financeira deste tradicional banco brasileiro. Nessa
situação de instabilidade, de crise de liquidez, alguma
coisa precisava ser feita. Para o Unibanco é muito melhor
concluir uma fusão com o Itaú do que deixar os rumores
no ar. Esta opção é melhor para o mercado financeiro
brasileiro porque da uma sensação de mais solidez.
O que acontece é que estavam surgindo rumores sobre a situação
do Unibanco que eram muito fortes. Continue
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AS
ELEIÇÕES AMERICANAS E A CRISE MUNDIAL
- 06 de novembro de 2008
Por Manuel A. P. Miranda
Desde o primeiro mandato de
Ronald Reagan, no início dos anos 80, temos assistido o sucateamento
das principais agências reguladoras Americanas como SEC, IRS,
FCC, etc. A explicação para esse comportamento das
autoridades era a visão de que a ingerência do estado
nos negócios produzia ineficiência nos mercados. Os
resultados dessa decisão política estão sendo
sentidos hoje, com a eclosão da maior crise econômica
mundial desde a Grande Depressão de 1929. Vamos necessitar
restaurar a confiança do público Americano e também
de todos os povos ao redor do mundo nas instituições
reguladoras e isso implicará em assentar as bases de um novo
marco institucional para lidar com as questões do comércio
mundial, das finanças mundiais, e da liberalização
da circulação do trabalho a nível mundial.
São momentos de crise. São momentos que requerem sinalizações
claras do governo para o mercado. Continue
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A
TESE DA EFICIÊNCIA DO MERCADO - 03 de novembro de 2008
Por Manuel A. P. Miranda
Pois é. A vida é
mesmo cruel. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Até
parece que o mundo vai vir abaixo. Os líderes representativos
da poderosa e orgulhosa “corporate America” não conseguem
justificar nem explicar o que aconteceu. O fato incontestável
é que a tese de que o mercado não precisa de regulamentação
nem de controles governamentais hoje não encontra tantos
defensores. Até vacas sagradas como a tese de que o mercado
é eficiente estão sob ataque. Segundo está
hipótese os preços dos ativos financeiros (ações,
debêntures, imóveis) levam em conta e refletem toda
a informação conhecida e disponível. Continue
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A
EFICIÊNCIA DOS GRANDES BANCOS BRASILEIROS E O EMPOÇAMENTO
DE LIQUIDEZ - 03 de novembro de 2008
Por Manuel A. P. Miranda
Com a divulgação
dos balanços de cinco bancos médios relativos ao terceiro
trimestre ficou claro que os problemas da crise internacional já
atingiram o nosso solo tropical. A liquidez de todos eles ficou
reduzida. As ações do Banco Central ainda não
conseguiram desatar o nó das correias de transmissão
para a irrigação de novos créditos no mercado
interbancário. Isto significa que os grandes bancos privados
nacionais continuam “estudando” o que tem nas carteiras de crédito
dos bancos pequenos e médios, mas o dinheiro adicional que
veio do compulsório continua sendo aplicado em títulos
públicos. Continue
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A
CRISE DA SUBPRIME - 31 de outubro de 2008
Por Manuel A. P. Miranda
Vivemos numa aldeia global.
Todo mundo sabe de tudo nesta era da cibernética. E ao mesmo
tempo. A cobertura dos eventos é online e real time. Isso
tudo acelera e multiplica o pânico. Quando alguém liga
seu aparelho de TV, assiste o repórter da Rede Globo falando
diretamente de Nova Iorque sobre a crise da sub-prime. Esse cidadão
brasileiro coça a cabeça e se pergunta: o que é
que é a tal da sub-prime? Continue
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